-davi's Journal
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Hermano Vianna 20-05-04   
12:42pm 23/05/2004
  Luciano no gravador. Ele está exatamente como no padrão mental: roupas pretas, jeans, fingindo ainda ser jovem. Ou contra. ele ainda não virou para o rosto do outro, camisa amarela e jeito de deputado. Ele não sabe perguntar? Perguntou agora. Estou em ponto crítico. Os degraus incentivam as pessoas a pisarem com força, concentrando o peso de um corpo inteiro na ação. Eu, aqui na pontinha, sinto o abalo do piso falos de madeira, enganando-me com a espera de um grande acontecimento. É como um prenúncio, o chão tremendo. É o pessoal passando. A impressão é que estamos esperando o pronunciamento do Professor Xavier. "Que coitado, deixaram ele ali sozinho, ele tá parecendo um coitado. eu ia já conversar com ele, trocar uma idéia, música, sei lá." Escuto conversas de trás sem querer.

Ele deve se sentir péssimo com essas repetitivas apresentações de histórico.

Primeira vez esse tema em públcio. Artigo sobre jogos eletrônicos na Folha em janeiro. Ele ficou sem luz, passou a ser sombra. As primeiras teses começaram agora. Celular tocou um tempão, música do pernalonga. "Resistência, jogo eletrônico é passatempo". Ao contrário, os jogos estão vitoriosos na indústria mundial. As primeiras linhas de jogos estão se formando agora.

Nos povos indígenas, identificar o quê eles têm de jogos, pesquisa de uma produtora.

Erinha(?), o primeiro grande jogo on line BR, lançado semana passada. Descuido em não ter uma política industrial para os jogos.

Jogos on line no fim dos anos 90, no máximo 5 anos, é coisa nova.

Ano passado, Chicago, um crítico musical que veio ao Brasil nos anos 80 estudar música brasileira de protesto. Início do Verdade Tropical, onde compara Elvis com não lembro quem. Julian [www.juliandibbell.com] escreveu sobre cibercultura primeiro. Deixou de ser crítico musical para especializar em cibercultura.

Último on line, ambiente gráfico, você constrói personagens e casas. Há um ano ele vende produtos virtuais do game. Quem participa de games sabe como é difícil construir coisas. O Julian trocava dinheiro virtual po reais. Existe até uma seção no E-Bay para bens virtuais.

O Julian apostou que ganharia mais dinheiro vendendo objetos virtuais do que com o salário de jornalista. Ele perdeu, mas foi por uns US$ 800.

Marca de roupa e sapato é virtual, dá status, é simbólico. Isso cria novas possibilidades, novos crimes. Na Coréia tem mais gente jogando games famosos do que vendo tevê. Existem criminosos que roubam e matam virtualmente, e alguns bons jogadores são atacados realmente.

Avatar - personagem do game. Livro com fotos dos jogadores e seus avatares, comparando as personalidades. Microfone falhou. Gaguejou. A vida virtual completa a real. Choveu. Dispersa todo mundo. Não dá mais para separar quem é criador e consumidor, diferente dos outros setores culturais. Já vi esses dois? Nãaaaa Games - obras abertas. Tá piorando. Essa necessidade que a gente tem de viver outra vida. A obra de arte cria essa possibilidade e no game isso é mais real.

Games on line pelo celular, utilizando GPS, a companhia pode saber onde você está. Uma loja pode mandar uma promoção para o seu celular quando você entra nela, pelo GPS. A TV a Cabo, os cookies, os sites descobrem de onde você vêm, o quê você acessa, invasão de privacidade. Parou a chuva.

"Ciberespaço é o lugar onde você está falando ao telefone." Hoje a gente vê isso ao mesmo tempo.

Primeiro game em 69. Existiam redes em universidades dos EUA. Primeiro PC em 81. Primeiro videogame comercial em 71. Aquilo foi um sucesso e eu sou daquela época. Atari foi em 72. Pausa.

A primeira interface gráfica na netfoi em 93, assim como o Doom. O quake é de 95 mas só foi lançado em 96. LAN House e os clãs. As LAN são espa~ços democráticos como nenhum outro. Tem garoto de favela junto dos de "asfalto". Pessoal de Capão Redondo tem Playstation 2, gastam dinheiro de boy para comprar games e tevê. Cresce 20% ao ano a indústria de games nos EUA. Superou a venda de ingressos para cinema e está chegando perto da música.

Dificulta a pirataria. Ele foi o primeiro que eu oui falar "aíciquiu". E as pessoas indo embora, dispersão.

Ah, essa eu gostei:

Sugeriu, para a criaçao de um Museu da Língua Portuguesa, games para chamar atenção das pessoas e crianças, museu que ficará numa estação de trem, e o nome "museu" afugenta as pessoas. Foi criticado por games serem "coisas banais para a produção cultural". "E daqui a 100 anos um game de hoje terá valor clássico de um shakeaspeare."

Muitas crianças jogam mais games do que assitem tevê, e a Globo não está vendo isso, e esses meninos estão sendo criados por games americanos. A Globo tem medo que o Terra, espanhol, passe a produzir telejornais transmitidos por celular, que nas classes pobres se popularizou.

{GRIM - Unifor. Um grupo de estudos em mídia, na sua fase terminal. games e infânica}

Histórias em quadrinhos é uma boa lembrança. X-men no cinema, continua fazendo parte da nossa mitologia. Alan Moore, Grant Morrisson, eles não têm o mesmo status de um pintor ou escultor clássico, mas eu não vejo nada do que o Grante deva a qualquer um.

O poder de um moleque de 24 anos, tatuado e com camisa de banda de metal, o principal desenhista-designer do Request(?). Começou na Sony como atendente e foi subindo. Ele tem, na cultura pop, o status do Mick Jagger, mas ele não é conhecido, talvez daqui a um tempo.

O menino jogava uma simulação romana em que as casa de valor ficavam perto do Senado, e quando o pai explicava o que era classe social, ele disse que classe privilegiada era a dos que tinham casa perto do Senado.

Apresentações que sejam em tempo real, o David Bowie está dando show e quem pagar pode ver em qualquer parte do mundo. Ter acesso antes faz com que você possa produzir algo antes de todo mundo e ganhar dinheiro com isso, ou o que seja. Aulas também. Eu sempre pensei em gravar a grande aula que cada professor tem e repete sempre, e disponibilizar isso.
 
     

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